Raquel

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Biografia

Raquel Virginia é uma cantora e compositora paulistana, nascida na periferia de São Paulo. Com o sonho de ser artista e estar nos palcos da TV, aos 14 anos se matriculou em um curso de teatro na escola Bibi Ferreira.

Aos 17, inspirada por artistas baianos como Ivete Sangalo e Gal Costa, decidiu morar em Salvador para seguir na carreira musical como cantora de axé, pois queria agitar multidões em cima dos trios elétricos da capital baiana. Sua mãe era contra, nunca quis que a filha entrasse no mundo da música e sempre pensou na profissão artística como um hobby, queria que Raquel se formasse na faculdade.

Atendendo o desejo de sua mãe e o seu, decidiu cursar Jornalismo em Salvador. Neste período, a cantora passou por grandes experiências que trouxe maturidade artística e pessoal muito grande. Porém, com a morte de sua avó, Raquel ficou muito triste e resolveu voltar para São Paulo. A vida artística já não fazia mais sentido para ela.

Assim, decidiu tentar uma vaga no curso de história da USP e conseguiu. Este ambiente efervescente foi também onde ela conheceu Assucena Assucena e Rafael Acerbi e, juntos, formaram a banda “As Bahias e a Cozinha Mineira”. Após serem indicados duas vezes ao “Grammy Latino” e passarem por uma reformulação da banda, incluindo a mudança de nome para “As Baías”, o trio decidiu trilhar caminhos separados e encerram um ciclo de sucessos.

Agora em carreira solo, Raquel quer trazer toda sua essência e verdade nos projetos musicais, não permitindo ser rotulada ou limitada a qualquer rótulo. “Sou uma cantora versátil e nesse novo momento da minha vida, quero falar dos meus maiores sentimentos e criar coisas irreverentes, sempre com minha personalidade”, comenta.

Ela chegou com “Las Muchachas de Copacabana” em outubro de 2021, ao lado da rapper MC Dellacroix, trazendo uma nova roupagem para o sucesso de Chico Buarque e Ney Matogrosso, datado de 1985. Para esta releitura, Raquel adicionou um toque de funk na rumba “Las Muchachas de Copacabana”, que contou com a direção musical de Castilhol.

A canção ganhou sua versão em videoclipe gravado nas ruas de Copacabana sob direção de João Monteiro, que se inspirou nas pornochanchadas, gênero do cinema brasileiro produzido na década de 70, trazendo em forma de manifesto contundente a história de uma garota de programa, interpretada por Raquel. As cenas trazem referências de Sônia Braga em “A Dona da Lotação” (1978).

Para este ano a cantora, conhecida por sua luta e discurso perante a comunidade trans e LGBTQIA+, promete mais novidades que irão surpreender o público com sonoridade e estética visual únicas. É aguardar e conferir.